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Setembro Amarelo

Por: Suelen Dal Piva

Estamos na etapa final do mês simbólico denominado “Setembro Amarelo” que nada mais é que uma campanha brasileira de combate ao suicídio que iniciou-se em 2015.

A Câmara Municipal não poderia deixar passar em branco esse mês e essa campanha tão importante de Valorização da Vida e que é adotada pelo belo serviço social, é divulgado a nível nacional e ampliada ao voluntariado através do Centro de Valorização da Vida (CVV) mediante o fone 188 para todo o território nacional, 24 horas durante todos os dias de forma gratuita. Voluntariado este que pode ser adotado por cada um de nós.

O assunto ainda é um tabu, mas precisamos dialogar e propagar a preciosidade da vida.

É importante destacar que apesar da campanha e outros diversos serviços disponíveis nem sempre é possível alcançar o tema de uma forma mais ampla, no entanto todos nós como cidadãos devemos estar atentos a esse silencioso e sintomático mal que padece uma boa parte da sociedade.

Estamos em uma era onde o julgamento ao próximo atingiu o ápice, as redes sociais que deveriam aproximar as pessoas tornou-se uma arma leviana. Muitos julgam, opinam, agridem manuscritamente, diminuem, dão opiniões inoportunas, menosprezam, quando na verdade nada sabem sobre determinadas pessoas ou fatos, é uma ação inconsciente ao mesmo tempo que inconsequente, pois para cada ação há uma reação e nem todos conseguem lidar com oportunismo.

Devemos nos equilibrar e utilizar das ferramentas que possuímos para espalhar o bem, propagar o amor, ajudar o próximo e devemos principalmente analisar para não contribuir em atingir a moral, os bons costumes, o amor nem vida de ninguém.

Somente que sofre e passa por isso tem conhecimento sobre o tamanho do tormento e martírio que “isso” causa, seja para a pessoa em si, para a família inteira e a todos que querem o bem.

Para quem perde alguém tragicamente dessa forma resta a saudade emaranhado de porquês e sentimentos frustrados aliados a sensação de impotência. Falamos de pessoas, de carne, ossos e coração, falamos de pais, mães, irmãos, amigos que podem ser dilacerados...

Setembro Amarelo é uma bela iniciativa de lembrarmos do princípio básico da vida: o “AMOR”, seja amor por seus entes, seja amor por si ou seja amor ao próximo.

Sendo personagem principal ou coadjuvante nessa história a dor é incessável, por isso clamamos a pratica do Amor, o eterno clichê “fazer o bem sem olhar a quem”, às vezes um “bom dia”, “boa tarde”, uma boa conversa, uma flor roubada de um jardim, um “durma bem”, um “eu te amo” ou até mesmo “sinto sua falta” ou “você é importante para mim” pode fazer toda a diferença.

Conversamos bobagens com amigos de longe pelo whatsapp e deixamos de conversar com quem está sentado ao nosso lado, abarrotamos a memória dos celulares dos nossos “amigos virtuais” com mensagens prontas, secas e vazias e não reparamos que agimos no piloto automático, ao mesmo tempo acumulamos nossa timeline de frases de auto ajuda e esquecemos do requisito principal “a Verdade” das nossas palavras, o olhar nos olhos, dos sorrisos presenciais.

Aprendemos nos anos inicias da escola e na família esse “dever” de amar a si e ao próximo, no entanto presenciamos uma fase que perdemos a essência do Amor.

Vamos nos preocupar com o altruísmo harmonizado a empatia, e vamos nos disponibilizar a oferecer um ombro amigo, a uma boa conversa, uma atenção, afinal nunca sabemos quando é um pedido de “socorro”.

Enfim que o mês de setembro seja o marco de valorização a vida, e que ele seja estendido aos demais meses do ano, durante todos os dias, estações. Vamos praticar o Amor porque no fim é tudo o que realmente importa e tudo o que buscamos.

Encerramos esse post com o trecho de uma música de 1989 que nunca sairá de moda, pela verdade que traz em sua mensagem.

“Ainda que eu falasse a língua dos anjos sem amor eu nada seria”

Legião Urbana

Composição: Renato Russo.



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